Blog · Dr. Gabriel Marzola · CROSP 138.249
Dente do siso, quando tirar e quando dá para só acompanhar
O siso precisa ser tirado quando está incluso, empurra os dentes vizinhos, inflama com frequência, tem cárie de difícil acesso ou ameaça o dente ao lado. Um siso que nasceu bem posicionado e permite higienização pode ser apenas acompanhado. A radiografia é o que separa um caso do outro.
O que é o siso e por que ele dá tanto problema
O siso é o terceiro molar, o último dente a nascer. Ele costuma aparecer no fim da adolescência ou no começo da vida adulta, quando os outros dentes já ocuparam o espaço disponível na arcada.
Por isso é comum que ele não tenha lugar. O siso pode ficar preso dentro do osso, que é o siso incluso. Pode nascer pela metade, coberto em parte pela gengiva. Ou pode nascer inclinado, apoiado no dente da frente.
Cada uma dessas posições traz um tipo de problema, e nem todas exigem cirurgia de imediato. A radiografia mostra a posição e a relação com os dentes ao lado.
Sinais de que o siso precisa sair
O sinal mais claro é a dor no fundo da boca, principalmente quando vai e volta. Ela costuma vir da gengiva que cobre parte do dente e inflama com frequência, com inchaço, dificuldade para abrir a boca e gosto ruim.
Há também os sinais que a radiografia mostra antes de doer. Um siso inclinado que pressiona o segundo molar. Uma cárie no siso, ou no dente ao lado, em um lugar onde a escova não chega. Um siso incluso que forma um cisto ao redor.
Nesses casos, esperar o dente doer costuma piorar a experiência, porque a cirurgia feita com inflamação ativa é mais trabalhosa do que a planejada com calma.
Quando o siso pode ficar
Nem todo siso precisa sair. Um siso que nasceu por completo, bem posicionado, que permite escovar e passar fio dental e que não pressiona os vizinhos pode ser apenas acompanhado.
O acompanhamento é feito com exame periódico e radiografia quando necessário. Se a posição mudar ou aparecer cárie ou inflamação, a conversa sobre extração volta.
No Instituto Marzola, quando não há indicação de cirurgia, isso é dito na avaliação. O plano diz o que precisa ser tratado e também o que não precisa.
Há um caso intermediário. O siso que não dói, mas está incluso ou inclinado na radiografia, pode ser operado com calma, em uma data escolhida, em vez de esperar a inflamação decidir o dia. Essa escolha é do paciente, com a informação na mão.
Como é a cirurgia do siso
A radiografia ou a tomografia mostram a posição do dente e a relação com nervos e seios da face. Esse planejamento reduz o risco e o tempo de cadeira, e é feito antes de marcar a cirurgia.
A cirurgia é feita com anestesia local, em consultório. O que se sente é pressão, sem dor. Cirurgias simples costumam levar de 30 minutos a 1 hora. Sisos inclusos exigem mais tempo e têm pós-operatório mais intenso, e o paciente sabe em qual caso está antes de entrar.
A sedação pode ser indicada em casos mais extensos ou para quem tem muita ansiedade. Quem opera no Instituto é o Dr. Gabriel Marzola, especialista em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, CROSP 138.249.
Recuperação dia a dia
O inchaço atinge o pico entre o segundo e o terceiro dia e diminui a partir daí. Nesse período, o cuidado é gelo, repouso, alimentação fria e macia e a medicação prescrita.
Nos primeiros dias, evita-se cuspir com força, usar canudo e fumar, porque isso atrapalha a cicatrização do local. A escovação continua, com cuidado na região.
A recuperação costuma se completar entre 3 e 10 dias, conforme a complexidade. O paciente sai da clínica com as orientações por escrito. Muitos marcam a cirurgia para uma quinta ou sexta-feira, e isso é combinado na agenda.
A avaliação do siso em São Paulo e o que levar
Se houver uma radiografia panorâmica recente, vale levar. Ela mostra os quatro sisos de uma vez e a relação de cada um com os dentes vizinhos e com o nervo que passa na mandíbula. Se não houver, o exame é solicitado na consulta.
Também ajuda levar a lista de remédios em uso e o histórico de saúde, porque isso entra na decisão sobre anestesia e sobre a necessidade de sedação. Quem tem muita ansiedade com dentista deve dizer isso logo no começo. A conversa sobre sedação nasce daí.
A avaliação começa pela radiografia e pela conversa sobre os sintomas. O Dr. Gabriel mostra a posição do siso, explica se há indicação de extração e, quando há, apresenta o plano com o pós-operatório esperado e os valores por escrito.
O Instituto Marzola fica na Rua da Paz, 1601, na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo, e atende de segunda a sexta, das 10h às 20h. O agendamento é pelo WhatsApp, e quem está com dor pode descrever o que sente na mensagem.
Quer saber se é o seu caso? A avaliação com o Dr. Gabriel não é cobrada e leva cerca de uma hora.
Agendar avaliação pelo WhatsApp Conhecer a cirurgia oralDúvidas comuns
Perguntas sobre o tema
Extrair siso dói?
A cirurgia é feita com anestesia local, e o que se sente é pressão, sem dor. O desconforto vem depois, principalmente nos dois a três primeiros dias, e é controlado com a medicação prescrita e gelo.
Preciso tirar os quatro sisos de uma vez?
Depende da posição de cada um e do que a radiografia mostra. Há casos em que se extraem dois do mesmo lado por vez, e casos em que apenas um precisa sair. A sequência é definida na avaliação.
Quantos dias fico afastado depois da cirurgia do siso?
Em geral de 3 a 10 dias de recuperação, com os dois a três primeiros sendo os de maior inchaço. Muitos pacientes marcam para quinta ou sexta-feira e voltam à rotina na semana seguinte.
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