Blog · Dr. Gabriel Marzola · CROSP 138.249
Harmonização facial em São Paulo: como escolher o profissional
Quem procura harmonização facial em São Paulo encontra muitas clínicas e precisa de um critério para escolher. A ordem a seguir começa por quem vai aplicar, passa pela consulta e chega ao produto e ao valor. Para terminar, um resumo de como a avaliação acontece no Instituto Marzola, na Chácara Santo Antônio.
Resposta rápida
Para escolher onde fazer harmonização facial em São Paulo, confira primeiro o registro de quem vai aplicar no conselho profissional e a formação dele. Depois observe a consulta, que deve examinar o rosto antes de propor qualquer procedimento. Pergunte o nome do produto e o registro na Anvisa, e só decida com o plano e os valores por escrito.
Neste artigo
- O registro de um cirurgião-dentista em São Paulo pode ser conferido na consulta pública de inscritos do CRO-SP.
- Em 19/08/2026 o TRF1 anulou a resolução do CFO que criou a especialidade de Harmonização Orofacial; a decisão não é definitiva e o CFO vai recorrer.
- A Anvisa orienta verificar se o produto está regularizado, se o serviço é autorizado e se o profissional é qualificado.
- Na toxina botulínica, a paciente tem direito de saber marca, lote e validade do produto.
- O valor depende do plano, e por isso só faz sentido depois do exame do rosto.
- No Instituto Marzola, a avaliação dura cerca de uma hora e não é cobrada.
Índice do artigo (9 tópicos)
- Por onde começar a escolher harmonização facial em São Paulo?
- O que mudou em agosto de 2026 para a harmonização feita por dentista?
- Quem examina é a mesma pessoa que aplica?
- Como deve ser a primeira consulta?
- Que perguntas fazer sobre o produto?
- Quanto tempo dura e quando é preciso voltar?
- Quando o valor da harmonização deve aparecer?
- Quais sinais pedem mais tempo antes de decidir?
- Como é a avaliação de harmonização no Instituto Marzola?
Por onde começar a escolher harmonização facial em São Paulo?
Comece por quem vai aplicar. A fachada da clínica, a decoração e as fotos de antes e depois dizem pouco sobre a pessoa que vai segurar a seringa. O registro profissional, a formação e a forma como a consulta é conduzida dizem bem mais.
A oferta na cidade é grande, de consultórios pequenos a redes com várias unidades, e isso torna a comparação difícil. Ajuda seguir uma ordem. Primeiro o profissional, depois a consulta, depois o produto e, por último, o valor.
A indicação de alguém de confiança é um bom começo, e vale somar a ela a conferência descrita aqui. O resultado que agradou no rosto de outra pessoa diz pouco sobre o plano que o seu rosto pede.
Como consultar o registro no CRO-SP
Todo cirurgião-dentista que atende no estado precisa estar inscrito no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, o CRO-SP. O número de inscrição deve aparecer no site, no material de divulgação e na recepção do consultório.
O CRO-SP mantém no próprio site uma consulta pública de inscritos. Com o nome ou o número em mãos, a paciente confirma em poucos minutos se o profissional está inscrito. A consulta trata da inscrição. Os cursos e títulos de formação, o próprio profissional deve saber apresentar.
Formação e tempo de prática
Depois do registro, vale perguntar onde e quando o profissional se formou em harmonização e há quanto tempo trabalha com ela. A paciente pode pedir os certificados, e mostrá-los faz parte da consulta.
No Instituto Marzola, o Dr. Gabriel Marzola, CROSP 138.249, é cirurgião-dentista com formação em Harmonização Orofacial e especialização em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, além de biomédico esteta. São mais de 8 anos de harmonização facial e mais de 10.000 ml de preenchimento aplicados.
O que mudou em agosto de 2026 para a harmonização feita por dentista?
Em 19 de agosto de 2026, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou, por maioria, a Resolução CFO 198/2019, que havia criado a especialidade de Harmonização Orofacial. O processo tem o número 1003948-83.2019.4.01.3400 e foi movido pelo Conselho Federal de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
A decisão não é definitiva. Em nota publicada em 20 de agosto, o Conselho Federal de Odontologia informou que vai contestá-la na Justiça e que, neste momento, não há mudança nas atribuições dos cirurgiões-dentistas.
Para quem está escolhendo um profissional agora, isso quer dizer que a posição oficial do conselho continua a mesma enquanto o processo corre. O desfecho depende do andamento da ação. O blog do Instituto tem um texto próprio sobre o tema, com as leis envolvidas e a formação do cirurgião-dentista na face.

Quem examina é a mesma pessoa que aplica?
A pergunta parece simples e diz muito. Em alguns lugares, a primeira conversa acontece com alguém da equipe de atendimento, e a aplicação fica com um profissional que a paciente conhece só no dia. O recomendável é que quem aplica seja quem examinou o rosto, ouviu o que incomoda e desenhou o plano.
Quando quem aplica é quem planejou, o retorno também acontece com a mesma pessoa, que sabe o que foi aplicado, onde e em que quantidade. Isso facilita comparar o antes e o depois e decidir se algo precisa de ajuste.
No Instituto Marzola, a avaliação e o plano de harmonização são feitos pelo Dr. Gabriel.
Por que o rosto precisa ser visto parado e em movimento
As linhas de expressão só aparecem quando a musculatura trabalha. O contorno da mandíbula depende do osso que existe embaixo da pele. Um exame feito apenas com o rosto em repouso deixa de ver boa parte do que orienta a toxina botulínica e o preenchimento.
Por isso o Dr. Gabriel pede que a paciente movimente o rosto, examina o osso e a musculatura, e só depois fala em produto. Se uma consulta termina com um nome de procedimento sem que o rosto tenha sido examinado de perto, é razoável pedir mais tempo antes de decidir.
Como deve ser a primeira consulta?
Uma consulta bem conduzida começa pelo que a paciente deseja para o próprio rosto. O exame vem depois, e a proposta vem por último. Quando essa ordem se inverte, o plano tende a partir do procedimento, e a queixa fica em segundo lugar.
O que a paciente conta
Muita gente chega com um incômodo, como o rosto parecendo cansado ou o contorno menos definido, e poucas pessoas chegam com um nome de procedimento em mente. Isso é esperado. Cabe ao profissional traduzir a queixa em diagnóstico e explicar por que um procedimento entra no plano e outro fica de fora.
Também cabe a ele dizer quando um pedido não é indicado. Um volume que deixaria o lábio desproporcional, por exemplo, deve ser explicado e recusado, mesmo que a paciente tenha chegado pedindo.
O mapa marcado no rosto antes de aplicar
Antes de qualquer aplicação, o Dr. Gabriel marca no rosto da paciente o mapa do planejamento, com os pontos e as áreas que vão receber produto. A paciente vê no espelho onde cada etapa vai acontecer e pode perguntar antes de começar.
Esse cuidado vale em qualquer consultório. Aplicação sem planejamento visível deixa a paciente sem ter como acompanhar o que está sendo feito.
A conversa sobre riscos
A Anvisa orienta que o profissional avalie e trace o plano de tratamento em conjunto com o paciente, explicando os riscos e as complicações imediatas, precoces e tardias. Essa parte da consulta costuma ser a mais curta, e deveria ser tratada com o mesmo tempo que as outras.
Pergunte o que pode acontecer nos primeiros dias, quais sinais pedem contato imediato e como o consultório atende uma intercorrência fora do horário da consulta. Inchaço e pequenos roxos nos pontos de aplicação são comuns e passam em alguns dias. Dor forte, mudança de cor da pele ou alteração da visão pedem contato na hora.
Que perguntas fazer sobre o produto?
Antes de aceitar um plano, a paciente pode perguntar o nome de cada produto, o fabricante e o motivo de ele ter sido escolhido para aquela área. A resposta deve vir clara e sem pressa.
O produto tem registro na Anvisa?
Os preenchedores dérmicos, como o ácido hialurônico, são dispositivos médicos de classe de risco III ou IV e precisam de registro na Anvisa. Em informe de março de 2026, a agência recomendou verificar se o produto está regularizado, se o serviço é autorizado e se o profissional é qualificado.
A mesma orientação diz que o profissional deve entregar à paciente o cartão de rastreabilidade do produto usado e guardar uma cópia no prontuário. Vale pedir esse cartão ao fim de cada aplicação.
O informe também chama atenção para as regiões e os volumes previstos nas instruções de uso de cada produto, e inclui entre os casos de uso indevido os preenchedores permanentes à base de PMMA. Por isso vale perguntar se o produto é absorvível pelo organismo e se aquela área e aquela quantidade estão dentro do que o fabricante indica.
Marca, lote e validade da toxina botulínica
Para a toxina botulínica, a Anvisa orienta que a aplicação seja feita por profissional habilitado, em serviço de saúde autorizado pela vigilância sanitária, com produto aprovado pela agência e dentro da validade. A paciente tem o direito de ser informada e de conferir marca, lote e validade do frasco.
O ácido hialurônico pode ser desfeito?
Pode. A hialuronidase é uma enzima que degrada o ácido hialurônico, e a literatura médica descreve o uso dela para corrigir excesso de produto, posicionamento inadequado e complicações. É uma das razões de o ácido hialurônico ser o material de preenchimento usado no Instituto.
Quanto tempo dura e quando é preciso voltar?
Um profissional que fala dos prazos com naturalidade está descrevendo o que acontece de fato. A paciente sai da consulta sabendo quando vai precisar voltar e pode planejar a manutenção com antecedência.
Os prazos médios de cada procedimento
A toxina botulínica costuma durar de 4 a 6 meses. O preenchimento com ácido hialurônico dura de cerca de 6 a 18 meses, conforme a área e o produto. Os bioestimuladores de colágeno agem de forma gradual e pedem manutenção periódica. Metabolismo, musculatura e hábitos fazem esses números variar de pessoa para pessoa.
Na toxina botulínica, a Anvisa pede atenção ao intervalo entre as aplicações indicado na bula. Quando um ajuste é necessário, ele é feito no retorno, depois de o efeito da aplicação ter se estabelecido.
O retorno faz parte do plano
Pergunte o que acontece se algo precisar de ajuste depois da aplicação. No Instituto Marzola, a consulta de retorno está incluída no plano, e a equipe responde pelo WhatsApp às dúvidas que aparecem nos dias seguintes.
Quando o valor da harmonização deve aparecer?
O valor da harmonização facial depende do plano, ou seja, de quais procedimentos entram, em quantas etapas e com quais produtos. Dois rostos com a mesma queixa podem pedir planos diferentes, com quantidades diferentes de produto. Por isso o número só faz sentido depois do exame.
Se um valor aparece antes de o rosto ter sido examinado, vale perguntar em que ele se baseia.
Plano por etapas, com valores por escrito
No Instituto Marzola, o plano é apresentado por etapas, com o valor de cada uma por escrito, antes de qualquer aplicação. A paciente pode fazer tudo, fazer por partes ou esperar. O plano vai para casa com ela, e a decisão fica para depois, com calma.
Quais sinais pedem mais tempo antes de decidir?
Alguns sinais merecem uma pausa em qualquer lugar. Pressa para aplicar no mesmo dia, antes de existir um plano, é um deles. Outro é a falta de resposta clara sobre o nome e o registro do produto.
Também vale desconfiar quando o número do conselho não aparece em lugar nenhum, ou quando o profissional evita falar de prazos, de retorno e do que acontece se algo precisar de correção. Nenhum desses sinais prova um problema. Eles indicam que faltou informação, e a paciente tem direito a ela antes de decidir.
Se algo sair do esperado depois da aplicação
O primeiro contato é com quem aplicou, que conhece o produto, a dose e os pontos usados. Por isso o cartão de rastreabilidade e o plano por escrito valem guardar. Se a paciente precisar de atendimento em outro lugar, esses papéis dizem ao novo profissional o que foi feito.
No caso dos preenchedores, a Anvisa informa que um evento adverso pode ser relatado à agência pelo sistema Fala.BR, da Ouvidoria.
Como é a avaliação de harmonização no Instituto Marzola?
A avaliação é presencial, dura cerca de uma hora com o Dr. Gabriel e não é cobrada. A paciente conta o que gostaria de melhorar, o rosto é examinado parado e em movimento, e o plano é apresentado por etapas, com os valores por escrito. Como o Instituto também atende odontologia, a boca e a mordida entram no mesmo exame quando têm relação com a queixa.
Ajuda chegar com a lista dos medicamentos em uso e dos procedimentos já feitos no rosto, com o nome do produto e a data aproximada, se a paciente souber. Um preenchimento antigo ou uma aplicação recente de toxina mudam o que pode ser feito e quando. Fotos antigas do próprio rosto também ajudam a entender o que mudou com o tempo.
Onde fica e como agendar
O Instituto Marzola fica na Rua da Paz, 1601, sala 1814, na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo. O atendimento é particular, de segunda a sexta, das 10h às 20h, e a avaliação é agendada pelo WhatsApp.
Glossário
- Inscrição no CRO
- Registro obrigatório do cirurgião-dentista no Conselho Regional de Odontologia do estado onde trabalha, com número próprio que pode ser consultado.
- Cartão de rastreabilidade
- Documento entregue à paciente que identifica o produto aplicado e o lote, para que ele possa ser rastreado depois.
- Hialuronidase
- Enzima que degrada o ácido hialurônico e é usada para corrigir ou desfazer um preenchimento feito com ele.
- Mapa de planejamento
- Marcação feita no rosto antes da aplicação, mostrando os pontos e as áreas que vão receber produto.
O que serve ao seu caso, o Dr. Gabriel responde na avaliação, que não é cobrada e leva cerca de uma hora.
Agendar avaliação pelo WhatsApp Conhecer a harmonização facialReferências
- CROSP, Consulta de profissionais
- CFO esclarece decisão judicial sobre a Harmonização Orofacial (nota de 20/08/2026)
- Migalhas, TRF-1 anula norma que autorizava harmonização facial por dentistas
- Anvisa, Anvisa recomenda preenchedores dérmicos somente dentro das indicações aprovadas (12/03/2026)
- Anvisa, Anvisa alerta sobre risco de botulismo após administração de toxina botulínica
- Kroumpouzos G, Treacy P. Hyaluronidase for Dermal Filler Complications: Review of Applications and Dosage Recommendations. JMIR Dermatology, 2024
Dúvidas comuns
Perguntas sobre o tema
Como saber se o preenchimento aplicado em mim tem registro na Anvisa?
Peça o cartão de rastreabilidade do produto, que a Anvisa orienta entregar à paciente após a aplicação. Ele traz a identificação do produto e do lote, e com esses dados é possível conferir o registro.
Posso levar o plano de harmonização para casa antes de decidir?
Pode, e é recomendável. No Instituto Marzola, o plano sai da avaliação por escrito, com as etapas e os valores, e a aplicação só é marcada se a paciente decidir seguir.
Por que o rosto é marcado antes da aplicação?
A marcação desenha no rosto o mapa do planejamento, com os pontos e as áreas que vão receber produto. Assim a paciente vê o que vai ser feito e pode perguntar antes de começar.
Que sinais depois da aplicação pedem contato imediato com quem aplicou?
Dor forte, mudança de cor da pele na região tratada ou qualquer alteração da visão. Inchaço e pequenos roxos nos pontos de aplicação são comuns e costumam passar em alguns dias.
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