Blog · Dr. Gabriel Marzola · CROSP 138.249
Perfiloplastia: o que é e quando equilibrar nariz e queixo
Perfiloplastia é o nome dado ao planejamento que olha o rosto de lado e trata nariz, queixo e, às vezes, mandíbula como um conjunto. Este texto explica de onde vem a ideia, quando ela faz sentido, o que pode ser feito com ácido hialurônico e onde o preenchimento para. Quem assina é o Dr. Gabriel Marzola, cirurgião-dentista, CROSP 138.249.
Resposta rápida
Perfiloplastia é o planejamento do perfil que trata nariz, queixo e, às vezes, mandíbula em conjunto, porque um muda a leitura do outro. Pode ser cirúrgica, com rinoplastia e mentoplastia, ou feita com ácido hialurônico, que só acrescenta volume. O exame do perfil e da mordida, na avaliação, define quais áreas entram e em que ordem.
Neste artigo
- Perfiloplastia é um plano que combina áreas do perfil, e pode ser feito com cirurgia ou com preenchimento.
- Nariz e queixo são lidos juntos porque as referências clássicas de análise do perfil usam uma linha que vai da ponta do nariz ao queixo.
- Sem cirurgia, o ácido hialurônico acrescenta volume. Ele não diminui o nariz nem muda a mordida.
- Queixo recuado por mordida desalinhada é assunto de ortodontia ou de cirurgia ortognática, e o preenchimento só disfarça.
- O nariz é uma das áreas de maior risco vascular do rosto, e o plano combinado precisa levar isso em conta.
O que é perfiloplastia?
Perfiloplastia é o nome de uma forma de planejar o perfil, que pode usar técnicas bem diferentes. O ponto de partida é o rosto visto de lado. Em vez de tratar o nariz sozinho ou o queixo sozinho, o plano considera como cada um deles pesa no perfil e decide o que mexer, em quanto e em que ordem.
O termo é usado por cirurgiões e por quem trabalha com harmonização facial para descrever a combinação de áreas, e por isso a mesma palavra pode nomear coisas bem diferentes. Vale sempre perguntar o que está incluído.
A perfiloplastia cirúrgica
Na cirurgia plástica, perfiloplastia costuma designar a rinoplastia feita junto com a mentoplastia, a cirurgia do queixo. O nariz é remodelado no osso e na cartilagem, e o queixo é avançado ou aumentado. O resultado é permanente, e a recuperação envolve centro cirúrgico, anestesia e semanas de cuidado.
A perfiloplastia sem cirurgia
Na harmonização facial, a mesma lógica é aplicada com ácido hialurônico. O nariz recebe a rinomodelação, que suaviza a giba e apoia a ponta, e o queixo e a linha da mandíbula recebem volume para ganhar projeção e contorno. É feita em consultório, o efeito é temporário e o produto pode ser dissolvido com uma enzima.
Por que o nariz e o queixo são avaliados juntos?
Porque o olho não lê cada parte do perfil isolada. Um nariz que parece grande pode estar em proporção razoável com o resto do rosto, e o que chama atenção é um queixo pouco projetado. O contrário também acontece. Por isso a análise do perfil começa pela relação entre as partes.
A linha que liga a ponta do nariz ao queixo
As referências clássicas de análise facial usam linhas imaginárias para comparar nariz, lábios e queixo. Um artigo de revisão sobre planejamento de mentoplastia, publicado na Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, reúne algumas delas. Na análise de Ricketts, o lábio superior deve ficar 4 mm e o inferior 2 mm atrás da linha que vai da ponta do nariz ao ponto mais projetado do queixo. Na de Steiner, os lábios devem tocar uma linha que sai do meio da columela e vai até o queixo.
O que essas linhas mostram é simples. A posição da ponta do nariz e a do queixo definem juntas o espaço em que os lábios ficam. Mudar só um dos lados muda a relação inteira.
Onde entra o exame clínico
Medidas servem como ponto de partida para a conversa. Os mesmos autores observam que, para avaliar os tecidos moles, o exame clínico tridimensional do paciente informa mais do que a cefalometria, a medição feita sobre a radiografia do crânio. Na prática, isso quer dizer olhar o rosto de frente, de lado e em movimento, falando e sorrindo, antes de decidir qualquer ponto de aplicação.

Quando a perfiloplastia é indicada?
Ela faz sentido quando a queixa da paciente é sobre o perfil e o exame mostra que mais de uma área contribui para ela.
Nariz em destaque e queixo pouco projetado
Um exemplo é a paciente que chega incomodada com o nariz, e, de perfil, tem o queixo atrás da linha dos lábios. Dar projeção ao queixo muda o equilíbrio, e em alguns casos diminui o quanto se precisa mexer no nariz.
Giba visível e ângulo da mandíbula pouco marcado
Quando a giba aparece de perfil e a linha da mandíbula se perde no pescoço, tratar só o nariz deixa o terço inferior do rosto sem apoio. O plano pode combinar a rinomodelação com contorno de mandíbula, sempre dentro do que a estrutura óssea permite.
Quando a indicação é tratar uma área só
Nem todo perfil precisa de combinação. Se o exame mostra que o queixo já está bem posicionado, a queixa pode ser resolvida só no nariz, e o contrário também vale. Perfiloplastia é o nome do raciocínio, e o plano pode terminar em uma área apenas.
O que entra na perfiloplastia sem cirurgia?
O material é o ácido hialurônico, aplicado em pontos diferentes conforme a área. Cada região tem seu produto, sua técnica e seu prazo de duração.
Nariz
A rinomodelação acrescenta volume acima e abaixo da giba para deixar a linha do dorso contínua e apoia a ponta quando ela cai. Ela não diminui o nariz. Em uma série brasileira publicada em 2021, a correção da giba durou em média de 12 a 18 meses, e a da ponta, cerca de metade desse tempo.
Queixo
O preenchimento dá projeção ao queixo para a frente ou alonga um queixo curto. A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, lista o aumento de volume do queixo entre os usos aprovados para preenchedores absorvíveis.
Mandíbula
O contorno da mandíbula define onde o rosto termina e o pescoço começa. Quando ele entra no plano, o objetivo é dar continuidade ao perfil do queixo até o ângulo. O artigo sobre contorno mandibular e queixo detalha essa parte.
Quais são os limites da perfiloplastia sem cirurgia?
Saber onde o preenchimento para evita expectativas que ele não consegue atender.
O ácido hialurônico só acrescenta
Ele não tira volume de lugar nenhum. Um nariz largo continua largo, uma giba grande continua lá, apenas disfarçada, e um queixo muito longo não fica mais curto. Quem quer diminuir alguma estrutura está descrevendo uma cirurgia.
A mordida não muda
O preenchimento muda o contorno da pele, sem mover dente nem osso. Na cirurgia do queixo acontece o mesmo. O artigo de planejamento de mentoplastia lembra que a mentoplastia não interfere na oclusão, e que as más oclusões devem ser tratadas com ortodontia ou com cirurgia ortognática.
Volume tem teto
Projetar demais o queixo ou encher demais a linha da mandíbula troca um desequilíbrio por outro. O rosto fica pesado embaixo e perde a naturalidade. A quantidade é definida pelo exame, e quando o pedido passa do que o rosto comporta, o Dr. Gabriel explica e não aplica.

Quando o perfil depende da mordida e do osso?
Um queixo recuado nem sempre é falta de volume. Às vezes a mandíbula inteira está posicionada para trás em relação à maxila, e isso aparece na mordida. Nesses casos, o preenchimento consegue disfarçar um pouco o perfil, mas a causa continua lá.
Por isso a avaliação do perfil inclui olhar os dentes. Se a mordida chama atenção, o caminho pode passar pela ortodontia e, em casos selecionados, pela cirurgia ortognática, que reposiciona os ossos da face. Para queixos com falta de projeção óssea, a literatura de cirurgia buco-maxilo-facial descreve também a mentoplastia, os enxertos ósseos e os implantes de materiais como silicone e polietileno.
O Dr. Gabriel é cirurgião-dentista com formação em Harmonização Orofacial e especialização em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial. Essa formação pesa na perfiloplastia, porque o desenho do perfil começa pelo osso e pela mordida que estão embaixo da pele. No Instituto Marzola, odontologia e harmonização ficam no mesmo endereço, e a parte dos dentes pode ser examinada na mesma conversa.
Quais cuidados de segurança o plano combinado exige?
Tratar mais de uma área significa mais pontos de aplicação e mais produto no rosto. As áreas também não têm o mesmo risco.
O nariz pede atenção especial
Uma revisão publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica em 2020 explica que as asas do nariz são irrigadas por ramos finais da artéria angular, com poucos caminhos alternativos para o sangue, o que faz dessa região um local comum de necrose por preenchimento. A mesma revisão descreve a hialuronidase como a enzima capaz de degradar o ácido hialurônico e recomenda tratamento precoce, de preferência nas primeiras 4 horas.
A FDA também inclui o nariz entre as áreas em que desaconselha a injeção de preenchedores, por não ser um uso aprovado nos Estados Unidos. Já o queixo está entre os usos aprovados. Essa diferença entre as duas áreas faz parte da conversa na avaliação.
Produto certo para cada área
No Brasil, os preenchedores são dispositivos médicos de risco alto ou máximo e só podem ser vendidos com registro na Anvisa. Em 2026, a agência reforçou que eles devem ser usados apenas nas áreas e nos volumes previstos nas instruções de uso, e que o profissional deve entregar à paciente o cartão de rastreabilidade do produto. Em um plano com nariz, queixo e mandíbula, vale perguntar qual produto vai em cada área.
Outras perguntas completam a conversa. Se a aplicação no nariz é feita com cânula ou com agulha. Se a hialuronidase fica no consultório durante a sessão. Quanto produto está previsto para cada etapa. E com quem falar se aparecer dor forte, pele pálida ou arroxeada ou qualquer alteração da visão fora do horário de atendimento. Um profissional preparado responde a todas sem desconforto.
Em que ordem as etapas são feitas?
Não existe sequência fixa, e a ordem sai do exame. Uma lógica frequente é começar pela área que mais pesa no perfil e reavaliar antes da seguinte, porque o resultado de uma muda a necessidade da outra. Um queixo que ganhou projeção pode diminuir o que se imaginava fazer no nariz.
Dividir em etapas também permite ver o efeito de cada área com o inchaço já resolvido e distribui a quantidade de produto no tempo. O plano sai por escrito, com as etapas e os valores de cada uma, e a paciente decide em casa se quer seguir com todas, com parte ou com nenhuma.
Algumas informações mudam a ordem e às vezes a indicação, e vale levá-las para a avaliação. Se já fez preenchimento no nariz, no queixo ou na mandíbula, quando foi e qual produto, de preferência com a etiqueta de rastreabilidade. Se passou por rinoplastia, cirurgia de queixo ou cirurgia ortognática. Se usa ou já usou aparelho ortodôntico. E quais remédios usa no dia a dia.
Como é a avaliação de perfil no Instituto Marzola?
O Instituto Marzola fica na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo. A avaliação com o Dr. Gabriel não é cobrada e dura cerca de uma hora.
A paciente fica de perfil no espelho e mostra o que a incomoda. O Dr. Gabriel examina o nariz, o queixo, a mandíbula e a mordida, explica qual área pesa mais e diz quando o caso pede outro caminho, inclusive a cirurgia. Antes de qualquer aplicação, o planejamento é marcado no rosto, para que a paciente veja onde o produto entraria. São mais de 8 anos de harmonização facial e mais de 10.000 ml de preenchimento aplicados. A consulta de retorno está incluída.
Glossário
- Pogônio
- O ponto mais projetado do queixo visto de perfil, usado como referência na análise facial.
- Mentoplastia
- Cirurgia do queixo, que avança, reduz ou reposiciona o mento.
- Oclusão
- A forma como os dentes de cima e de baixo se encaixam quando a boca fecha.
- Cirurgia ortognática
- Cirurgia que reposiciona a maxila, a mandíbula ou as duas para corrigir a mordida e a relação entre os ossos da face.
- Linha de Ricketts
- Linha imaginária da ponta do nariz ao ponto mais projetado do queixo, usada para avaliar a posição dos lábios no perfil.
Referências
- Pacheco MA, Souza RM, Leite LR e colaboradores. Mentoplastia: planejamento e técnicas cirúrgicas. Revista de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, 2010, v. 10, n. 3
- FDA. Dermal Fillers (Soft Tissue Fillers)
- Daher JC e colaboradores. Complicações vasculares dos preenchimentos faciais com ácido hialurônico: confecção de protocolo de prevenção e tratamento. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 2020, v. 35, n. 1
- Anvisa. Anvisa recomenda: preenchedores dérmicos somente dentro das indicações aprovadas (12/03/2026)
- Frisina AC e colaboradores. Rinomodelação com ácido hialurônico: técnica, riscos e benefícios. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 2021, v. 36
Quer saber se é o seu caso? A avaliação com o Dr. Gabriel não é cobrada e leva cerca de uma hora.
Agendar avaliação pelo WhatsApp Conhecer a rinomodelaçãoDúvidas comuns
Perguntas sobre o tema
A perfiloplastia é feita em uma sessão só?
Pode ser, mas é comum dividir em etapas para reavaliar o perfil entre uma e outra. O número de sessões sai do plano feito na avaliação.
A perfiloplastia sem cirurgia corrige a mordida?
Não. O preenchimento muda o contorno da pele e não mexe na posição de dentes e ossos, e a mordida é tratada com ortodontia ou, em alguns casos, cirurgia ortognática.
A perfiloplastia com ácido hialurônico diminui o nariz?
Não. O produto só acrescenta volume, e o nariz pode apenas ficar menos dominante no perfil quando o queixo ganha projeção.
Quanto tempo dura uma perfiloplastia feita com ácido hialurônico?
Cada área tem o seu prazo, e o preenchimento dura em média de 6 a 18 meses conforme a região e o produto. No nariz, a ponta costuma durar menos que a correção da giba.
Leia também
Rinomodelação definitiva existe? Duração, PMMA e retoque
Rinomodelação definitiva existe? Quanto dura o ácido hialurônico, os riscos do PMMA, o que diz a Anvisa e como é o retoque. Avaliação em São Paulo.
23 de setembro de 2026
Ler o conteúdoPreenchimento de mandíbula e queixo: indicação e limites
Preenchimento de mandíbula e queixo em São Paulo: quando é indicado, por que o desenho começa pelo osso e onde estão os limites. Agende sua avaliação.
23 de setembro de 2026
Ler o conteúdo